Neste ano, o São João foi holandês. O IEEE World Congress on Computational Intelligence (WCCI) ocorreu de 21 a 26 de junho na bela cidade de Maastricht, Holanda. O evento foi alocado no MECC Maastricht, um centro de convenções impecável.
Fui co-autor de dois trabalhos no International Joint Conference on Neural Networks (IJCNN) (um dos três eventos que compõem o WCCI):
i) Juscimara G. Avelino, Juscelino S. A. Junior, George D. C. Cavalcanti, Rafael M. O. Cruz. Multi-stage Dynamic Selection for Cross-Project Defect Prediction.

ii) Vitor M. Leitao, Juscimara G. Avelino, George D. C. Cavalcanti, Rafael M. O. Cruz. Instance Hardness–Based Relevance for Imbalanced Regression.

O IJCNN teve um pouco mais de 4,1k artigos submetidos e 40% de aceitação. O evento ocorreu no formato presencial (mil pessoas compareceram); mas, quem não conseguiu participar presencialmente pode apresentar seus artigos no formato on-line.
A cidade de Maastricht é pequena e de fácil locomoção a pé. Um destaque da organização do evento que vale a pena ser exaltado (em particular, por causa da altíssima temperatura) foi o passe livre nos ônibus durante o evento. Para tanto, bastava portar o crachá do evento e não era necessário pagar a passagem.
Dos perrengues da viagem, destaco o calor. A semana do evento coincidiu com uma onda de calor na qual o termômetro bateu os 40 graus. Além de bastante desconfortável, gerou diversos problemas como o fechamento de linhas de trem. Maastricht fica a 213 km de Amsterdam e esta distância é normalmente percorrida em 2h30 de trem sem paradas. Na volta, de Maastricht para Amsterdam, tive que trocar de estação três vezes, dando um total de quatro trens, pois várias linhas estavam inoperantes.
Andei bastante a pé e de ônibus e achei curioso o fato de que a cidade praticamente não tem semáforo (lembro de ter visto dois — devem ter outros, claro). Moradores de Recife logo deduzem que o trânsito deve ser caótico! Ledo engano, não vi, em nenhum momento, o menor sinal de trânsito; zero! Alguns vão dizer que foi insolação que me vez acreditar em miragens. 😉
A cidade é cortada pelo rio Mosa (conhecido em holandês como Maas e em francês como Meuse).


Maastricht foi fundada pelos romanos por volta de 50 a.C., sendo considerada a cidade mais antiga da Holanda. Mais uma curiosidade: foi nesta cidade que, em 1673, o mosqueteiro d’Artagnan foi morto.
Seguem registro de um passeio aleatório pela cidade. Livraria em uma igreja dominicana, Lindo prédio de informações turísticas, muralhas e fortificações medievais do século XIII, prédio da prefeitura.







Abaixo segue um registro do jantar do evento com vários brasileiros (PUC-PR, UFPE, UFRN, PUC-Rio, UFPR, FURG, UFPel e Universidade do Porto).

Aachen-Alemanhã
A cidade de Aachen fica a 30 km the distância de Maastricht. Um destaque da sua arquitetura é a Catedral de Aachen que foi construída por ordem de Carlos Magno que escolheu esta cidade para ser a sede do seu império. Ele está sepultado na catedral.




“Prof. Darmiton” foi o que escutei sentado no trem de Maastricht para Aachen. “Fui seu aluno no CIn faz uns 10 anos!”; “Estou morando e trabalhando na Alemanha”. Essa profissão não para de me surpreender. Conhecimento sem barreiras de línguas, de fronteiras e de alternativas!
Amsterdam
De volta a Amsterdam, tive pouco tempo, mas consegui visitar o Museu de Van Gogh.


